Segunda-feira, 10 de Maio de 2010

Está na hora de dizer adeus...

00:11

Três semanas para o regresso a Portugal significam o começar a tirar as malas da arrecadação e o arrumar das coisas.
Com a preparação da saída de França chega também o momento de terminar uma fase da minha vida para começar outra.
Com mais de 150 posts alguns profundos e outros nem por isso acaba aqui o "Eu em Paris", gostei de escrever este blog, o primeiro que tive sozinho que cresceu, foi adulto e morreu, uma das coisas que provou, algo que desejei muito com a minha vinda para esta cidade, mudar.

A vida é um ciclo sem fim e aqui fecha-se este circulo!

Sexta-feira, 30 de Abril de 2010

A fazer a mala para o meu fim-de-semana em Genebra!!!

00:32



Até segunda-feira!

Segunda-feira, 26 de Abril de 2010

Reacção nuclear

07:31

Que sentimentos este que se apodera de cada célula do nosso corpo fazendo ferver o sangue.
Um fogo que apenas a palavra inferno parece descrever, que nasce no meio do peito e que mais rápido que um rastilho alastra por todo o ser.
A razão feita em cinzas em poucos segundos, com uma força superior a uma bomba atómica torna-o o mais perigoso dos sentimentos.
De onde virás tu monstro sem piedade que destróis por dentro e por fora?
Não me vais controlar mas não te irei ignorar. Terror sem medo e fogueira mais fria que o gelo da Sibéria.
A vida não são apenas pinceladas de cor-de-rosa e azul bebé…

Domingo, 25 de Abril de 2010

Um momento...

01:28

Este sábado fui ao cinema, eram já 22:30 quando entro na sala 12 do UGC do Forum Les Halles.
A minha expectativa, romântico incorrigível que sou, em relação ao filme "New York, I love you" era elevada. A sala quase cheia de casais à espera de uma daquelas historias e melosas e lamexas que nos fazem acreditar no "e viveram felizes para sempre".
O filme começa e bastam 15 minutos para perceber que estava a assistir a um daqueles barretes que começam na cabeça e só acabam nos pés... filme lento, sem ligação entre as partes dos diferentes realizadores, sem emoção e sem emoções com alguns momentos brilhantes, mas o resultado final é um filme mesmo muito chato.
Acaba o filme e fico preso entre duas pessoas que acharam que se pagaram foi para ver tudo, incluindo todos os créditos finais da película.
Estava eu a pensar o quão mal gastas tinham sido as últimas duas horas da minha vida quando olho para algumas filas acima e vejo um casal de namorados a beijarem-se... não era um beijo para encher programa, daqueles amargos e sem sal mas um beijo cheio de paixão, desejo, loucura e ternura...
Aquele minuto deu sentido a tudo o resto, o filme foi horrível é verdade, mas saí daquela sala com aquele calorzinho na barriga e a certeza que vale a pena viver.
Um passeio de maos dadas, uma carícia, o amparar de uma lágrima, um beijo, uma palmada marota, um olhar de desejo, um sorriso, uma piada que só nós percebemos, um miminho... amar é tão simples, porque é que temos de complicar tudo?
Um amor não se esquece, ou se ultrapassa... um amor aprende-se a viver com ele todos os dias... mesmo quando não é para toda a vida e para o resto da eternidade é tão bom amar... deixar de amar alguém por medo de sofrer ou fazer sobrer, é como não reclamar um prémio do euromilhões com medo de se ser assaltado.

Segunda-feira, 19 de Abril de 2010

Today I wanna kiss you in the rain...

00:41

...

Sexta-feira, 16 de Abril de 2010

Penso que eles pensam…

17:33

Esta é provavelmente a expressão que mais asneiras me fez fazer na minha vida.
A capacidade que nós humanos temos de ler expressões e acontecimentos e tentar adivinhar o que passa pela cabeça das outras pessoas é absolutamente impressionante, distingue-nos de todas as outras espécies que habitam o nosso planeta e é uma das características que nos dá aquilo a que normalmente chamamos de pensamento racional, só é pena não ser sempre tão racional como parece.
Normalmente tenho a mania de achar que percebo aquilo que as pessoas precisam, querem, ou pensam isto não é apenas uma mania, na verdade é um grande defeito, uma daquelas coisas que torna possível situações em que faço borradas da tamanho do mundo.
Até é verdade que às vezes acerto, e quando isso acontece até é agradável para os que me rodeiam, mas os problemas dos possíveis erros que estas suposições podem trazer suplantam e de que maneira o benefício que dela pode advir.
É um traço da minha personalidade que quero mudar, quero ouvir mais e supor menos. Na verdade acredito que estou melhor que às uns tempos atrás… muito melhor… mas ainda assim sei que o caminho que tenho pela frente ainda é longo, o fim não está ao virar da esquina.
Sofrer por achar que alguém pensa isto ou aquilo é apenas ridículo.
Ainda existe um fenómeno mais estúpido nesta característica que é a minha tendência para contrariar com o meu pensamento aquilo que as pessoas já me disseram, do género:
Imaginemos que uma pessoa me diz: “Fica com a carne que eu prefiro o peixe”.
Até à uns tempos atrás era perfeitamente possível, e até provável que eu disse-se: “Não… fica tu com a carne que eu quero o peixe”, não porque me apeteça mais o peixe mas porque acho que a outra pessoa só me está a deixar a carne porque sabe que eu gosto mais!!
Estão a perceber o filme? É até possível que acabe por sabotar a pessoa e é provável que acabemos por comer os dois aquilo que não preferíamos.
Eu sei que o exemplo é estranho mas acho que dá para perceber o que queria dizer.
Portanto resolução dos 26 eliminar a expressão “Penso que eles pensam…” do meu dicionário interno.
PS: Não gosto de blogs em que as pessoas desaparecem sem deixar rasto e muito menos daqueles em que voltam passado uns meses e depois voltam a desaparecer quase a seguir, por isso não vai haver nenhum post a comentar o tempo que estive ausente… vou apenas continuar a escrever neste espaço com se tivesse sido ontem o último dia em que submeti um post!

Sexta-feira, 2 de Abril de 2010

Viver…

13:15

Algo tão simples e complicado ao mesmo tempo!
Não tenho dúvidas que penso demais, preocupo-me demais, analiso de mais e tudo isto apenas serve para viver menos.
A vida é mesmo simples, basta deixarmo-nos levar pelo nosso instinto e por aquilo em que acreditamos, seguirmos a nossa intuição e vivermos segundo aquilo em que acreditamos para sermos felizes. É impressionante o quão difícil é sermos nós e apenas nós.
O medo é algo terrível, passo demasiado tempo preocupado com o que os outros pensa da nossa forma de viver, o porquê de terem agido desta ou daquela maneira, isto apenas me cria entraves a ser eu.
Quero abrandar, aproveitar melhor os momentos, sem aquelas preocupações parvas sem sentido.