Esta é provavelmente a expressão que mais asneiras me fez fazer na minha vida.
A capacidade que nós humanos temos de ler expressões e acontecimentos e tentar adivinhar o que passa pela cabeça das outras pessoas é absolutamente impressionante, distingue-nos de todas as outras espécies que habitam o nosso planeta e é uma das características que nos dá aquilo a que normalmente chamamos de pensamento racional, só é pena não ser sempre tão racional como parece.
Normalmente tenho a mania de achar que percebo aquilo que as pessoas precisam, querem, ou pensam isto não é apenas uma mania, na verdade é um grande defeito, uma daquelas coisas que torna possível situações em que faço borradas da tamanho do mundo.
Até é verdade que às vezes acerto, e quando isso acontece até é agradável para os que me rodeiam, mas os problemas dos possíveis erros que estas suposições podem trazer suplantam e de que maneira o benefício que dela pode advir.
É um traço da minha personalidade que quero mudar, quero ouvir mais e supor menos. Na verdade acredito que estou melhor que às uns tempos atrás… muito melhor… mas ainda assim sei que o caminho que tenho pela frente ainda é longo, o fim não está ao virar da esquina.
Sofrer por achar que alguém pensa isto ou aquilo é apenas ridículo.
Ainda existe um fenómeno mais estúpido nesta característica que é a minha tendência para contrariar com o meu pensamento aquilo que as pessoas já me disseram, do género:
Imaginemos que uma pessoa me diz: “Fica com a carne que eu prefiro o peixe”.
Até à uns tempos atrás era perfeitamente possível, e até provável que eu disse-se: “Não… fica tu com a carne que eu quero o peixe”, não porque me apeteça mais o peixe mas porque acho que a outra pessoa só me está a deixar a carne porque sabe que eu gosto mais!!
Estão a perceber o filme? É até possível que acabe por sabotar a pessoa e é provável que acabemos por comer os dois aquilo que não preferíamos.
Eu sei que o exemplo é estranho mas acho que dá para perceber o que queria dizer.
Portanto resolução dos 26 eliminar a expressão “Penso que eles pensam…” do meu dicionário interno.
PS: Não gosto de blogs em que as pessoas desaparecem sem deixar rasto e muito menos daqueles em que voltam passado uns meses e depois voltam a desaparecer quase a seguir, por isso não vai haver nenhum post a comentar o tempo que estive ausente… vou apenas continuar a escrever neste espaço com se tivesse sido ontem o último dia em que submeti um post!
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